quinta-feira, 11 de setembro de 2008

A BATERIA


Entre os instrumentos existe uma hierarquia de valores determinando a posição de cada instrumento. Os três berimbaus (Viola ou Violinha, Média e Berra-Boi) são os mais importantes e são geralmente postos no centro da bateria.


O BERIMBAU


O berimbau marca o ritmo da roda, com seu toque que decide o tipo de jogo (devagar para Angola, veloz para Regional, entre outros). Trata-se de um instrumento musical muito primitivo constituído de um arco feito de madeira mantido esticado por um fio só (arame) percutido por uma baqueta (vareta). Em baixo, a cerca de um palmo da mão, há uma cabaça vazia funcionando como caixa de ressonância. O tocador mantém o instrumento em posição ereta com a mão esquerda – com a direita se canhoto - apoiando o berimbau na altura do abdômen de maneira que a abertura da cabaça fique na altura do umbigo. Com o dedo polegar e indicador se segura também uma pedra redonda ou uma pequena moeda chamada dobrão que, pressionada contra o fio de aço, muda o tom do som. A outra mão segura a vareta e um chocalho, o caxixi; a combinação destas características produz uma grande variedade de sons.

O ATABAQUE


O atabaque é o instrumento mais poderoso da roda; é constituído de um tambor de grandes dimensões produzindo um som bastante grave. Acompanha o berimbau, dá força e produz a música de fundo que dá ritmo ao jogo.


O PANDEIRO

O pandeiro é um tamboril constituído de um aro de madeira coberto por pele de cabra com soalhas enfiadas em redor dele.

O RECO-RECO


O reco-reco é constituído de uma ripa de madeira ou um gomo de bambu com talhos transversais, não muito profundos, a intervalos regulares. A raspagem de um pauzinho sobre os talhos, de baixo para cima e vice-versa, produz o som, obtendo duas tonalidades diferentes.


O AGOGÔ

O agogô é um instrumento constituído de um pequeno arco de metal com dois cones também de metal, de diferentes grandezas na extremidade. Batendo com uma baqueta de madeira nas duas campânulas, se produzem dois sons diferentes.

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