
Uma roda é o momento de máxima expressão estética, cultural e simbólica da capoeira; é o lugar onde os capoeiristas se confrontam entre eles, dançando, mudando e sobretudo jogando. Durante a luta, conforme as dinâmicas que se criam durante a interação, eles fazem gestos e rituais ligados às tradições populares e aos cultos religiosos afro-brasileiros. Muitos ritmos exprimem a fé numa energia cósmica, o Axé, fluindo dentro da roda e alimentado as ações dos jogadores.
Geralmente a roda se desenvolve no modo seguinte: Os tocadores são os primeiros a se disporem em linha. Ao chamamento do berimbau, o instrumento simbólico da luta afro-brasileira, os capoeiristas se aproximam formando uma roda que abrange toda a bateria musical. Os tocadores começam a tocar cada um seguindo uma ordem específica até todos os instrumentos se fundirem em um ritmo só e o cantador entoar uma solene cantiga inicial (ladainha). Logo depois, se introduz outra que demarca a entrada do coro de todos os presentes. Daí, a interação vocal entre o cantador o os outros jogadores prossegue também nas cantigas sucessivas durante todo o jogo. Ao acabar a segunda cantiga, um sinal acústico do berimbau autoriza o primeiro par de capoeiristas a iniciar o jogo. Os dois se agacham em frente da bateria musical apertando as mãos, depois se abençoam - com o sinal da cruz ou levantando os braços ao céu – e tocam o instrumento sacro (o berimbau) para absorver suas energias.
Enfim, se inclinam perante ele como expressão de devoção e se dirigem ao centro da roda para começarem o jogo. A malícia da dança, a mandinga, se exprime nas contínuas dissimulações corpóreas que tentam pôr em dificuldade o adversário, bem como nos arranques súbitos (botes) que tentam surpreendê-lo em uma posição vulnerável.
Enfim, se inclinam perante ele como expressão de devoção e se dirigem ao centro da roda para começarem o jogo. A malícia da dança, a mandinga, se exprime nas contínuas dissimulações corpóreas que tentam pôr em dificuldade o adversário, bem como nos arranques súbitos (botes) que tentam surpreendê-lo em uma posição vulnerável.











